Uma possível definição de cooperação empresarial considera-a como "uma associação de forças que institui relações privilegiadas entre empresas, baseadas na reciprocidade de vantagens, na concertação sistemática e na procura conjunta de inovações que possam contribuir para atingir um objectivo comum, de carácter geral ou específico".Desta forma, permite partilhar recursos e competências, reduzir riscos e facilitar a realização de projectos comuns, com o fim de atingir um objectivo pré-estabelecido, tornando-se uma opção estratégica particularmente atractiva quando existem grandes exigências ao nível da especialização e know-how.
Apesar das diversas interpretações apontadas pelos autores que se debruçam sobre a teoria da cooperação, que variam consoante a tónica de análise esteja centrada na natureza dos parceiros, nos sectores económicos abrangidos, na sua vocação original, nas tradições organizacionais e jurídicas dos países envolvidos ou nas áreas geográficas abrangidas, todas as definições apresentam, em comum, uma linha orientadora que permite definir um acto de cooperação: a acção conjunta, de duas ou mais entidades, com vista à concretização de um objectivo comum.
Se, cada vez mais, as estratégias empresariais são condicionadas, mais do que por conceitos, por realidades e mudanças associadas à globalização das actividades económicas e à mundialização das economias, o posicionamento competitivo de uma empresa tem vindo a deixar de ser encarado apenas no contexto da relação directa de competição que estabelece com o universo empresarial em que se insere, seja porque se alteraram as tradicionais fontes de competitividade, seja porque passou a ser mais difícil e arriscado concorrer isoladamente.
Importa considerar a evolução que se tem delineado ao nível dos factores determinantes de competitividade, progressiva e crescentemente baseados em factores intangíveis, e a necessidade de encarar a competitividade de uma empresa como uma capacidade que deve adaptar-se constantemente em função das restrições impostas pelo ambiente envolvente e que se traduz na sua aptidão, em condições de mercado livre e justo, de produzir mercadorias e serviços reconhecidos e aceites com vantagens pelos clientes e concorrentes.
Por estes motivos, a cooperação consubstancia, genericamente, o objectivo de empresas que pretendem ultrapassar a sua incapacidade de enfrentar, isoladamente, estes novos desafios impostos pela globalização.
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